INTERVENÇÃO
13 DE NOVEMBRO

DEBATE QUINZENAL COM O PRIMEIRO-MINISTRO

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Senhor Presidente, a quem eu iniciaria imediatamente por saudar o seu maravilhoso espírito de democrático.

Eu iria iniciar por referir isto: não se pode falar de salário mínimo nacional sem se falar de amor. Sem se falar de amor especialmente por causa disto: política sem amor é comércio. E um ordenado mínimo de 600 e tal euros é um ordenado mínimo de desamor pelos contribuintes, pelos eleitores e assim sucessivamente.

E referir igualmente que o ordenado mínimo de 750 nunca pode ser um ordenado mínimo de objectivo último, mas de objectivo inicial. E o ordenado mínimo de 900 euros é um ordenado mínimo que, além constituir uma ferramenta de justiça social, ela é igualmente um acto de amor.

E é este amor que nós necessitamos de insistir. É  que nós não podemos estar a achar que é útil e que é óptimo um ordenado mínimo aos outros com o qual nós éramos incapazes de sobreviver. E eu sei exactamente o que é que é sobreviver com um ordenado mínimo nacional.